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Grande Entrevista: Rita Santos Fórum Macau

 Macau pode ser a porta de entrada na China
 
“Eu estou no Fórum de Macau há dez anos, portanto eu acompanhei desde a sua criação até agora. O Fórum é uma iniciativa da República Popular da China (RPChina) com o grande apoio dos sete países de língua portuguesa, nomeadamente; Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor Leste, sendo Macau o espaço escolhido por todos como palco de realização deste Fórum e também como plataforma de estreitamento das relações económicas, comerciais e culturais entre a RPChina e estes sete países de língua portuguesa”.
Rita Santos Fórum Macau
 
A entrevista, agora:
Quando olhamos para a relação de Angola com a China vemos que há avultados investimentos chineses em Angola. Será que passaram pelo Fórum de Macau, ou foi arrastado já com o comboio em andamento?
A primeira vez que estive em Angola foi em 2005, embora tenha já estudado na geografia sobre Angola, porque eu também estudei nos mesmos livros que vocês na altura do colonialismo português, Macau era um território sob administração portuguesa. A primeira vez que se realizou o encontro de empresários da China e dos sete países de língua portuguesa foi em Luanda no ano de 2005. Foi a partir daí que os empresários da China e de Macau começaram a ter cada vez mais interesse em investir e aumentar as relações económicas e comerciais com Angola, embora Angola e a RPChina tenham as suas relações já de longa data. Não só na área económica mas também na amizade porque... não sei se sabe que muitos dos vossos guerrilheiros foram treinados na China e, por isso, já existe amizade de há longa data, ademais o vosso Presidente tem uma boa relação com o presidente da RPChina. E as relações bilaterais entre a RPChina e Angola são de nível muito alto em termos de construções de grandes obras, estradas, pontes, escolas, aeroporto, etc.
Mas a nossa intenção no fórum, para além destas relações bilaterais entre os países, é também, em paralelo, incentivar as pequenas e médias empresas. É esse o nosso grande objectivo.
Foi a partir daí que os empresários da RPChina e de Macau foram conhecendo cada vez mais Angola. Eu mesma já fui a Angola cinco vezes, desde 2005, e cada vez que vou, integro comitivas de empresários. E há cada vez mais interesse porque alguns deles já estão a fazer parcerias com empresários angolanos. Nós já temos uma empresa angolana instalada em Macau, que procura parceiros na RPChina.
Fomos nós também que demos apoio ao Banco da China para estabelecer protocolo com um de Angola, que permite que os trabalhadores chineses em Angola e os próprios empresários possam facilmente transferir dinheiro para a China. Também damos ajuda a alguns empresários na importação e exportação de materiais, etc. etc. Portanto, estamos na fase de movimentar as pequenas e médias empresas.
Por outro lado, desde 2008 temos dado apoio a artistas para realizarem espectáculos musicais em Macau e no interior da China. Pagamos todas as despesas e muitos deles são convidados a fazer exibições nos grandes casinos de Macau. Este ano, no terceiro trimestre, vai acontecer a 4ªedição da semana cultural da China e CPLP, em que suportamos todas as despesas de dez artistas de cada país. Também temos convidado artesãos, aqui temos artesanato de Angola... o pau preto é bem conhecido aqui. Para além disso a gastronomia angolana vai estar presente com cozinheiros que vêm de Luanda. Este ano estamos a tentar fazer coincidir esta semana cultural com a reunião Ministerial, numa altura em que se assinala o 10º aniversário do Fórum.
O Governo da Região Autónoma Especial de Macau (RAEM) quer dar apoio a Angola no sentido de conhecer mais e melhor o mercado da China. Não só no âmbito de importação/exportação dos grandes investimentos, mas também na área da cultura. Foi a partir de 2008 quando começaram a vir artistas angolanos aqui que muitos chineses ficaram a conhecer mais sobre Angola através da sua cultura. Eu, por exemplo, gosto muito daquela vossa dança em que as bailarinas estão no palco com palhas(...) é tão lindo!
Além disso, é importante notar que Macau é uma montra mundial, porque todos os anos visitam Macau cerca de 29 milhões de turistas. Alguns vão já sabendo que em Macau também há cultura angolana, para além do facto de haver uma associação dos amigos de Angola que integra alguns angolanos que aqui vivem.

Se bem entendemos, o Fórum tem também a dimensão cultural, para além da económica e comercial?
Inicialmente, em 2003, o objectivo do Fórum era apenas económico e comercial, e com o desenrolar dos anos e porque viram que Macau poderia desempenhar mais que isso, então sugeriram que pudesse desempenhar também a plataforma no âmbito cultural e é por isso que temos associações para a promoção cultural entre a China e os países da CPLP, para além da promoção económica e comercial.
Estamos convencidos que o intercâmbio cultural pode também contribuir para o estreitamento das relações económicas e comerciais.

Não há riscos de investimento de um país para o outro, ou estes riscos estão acautelados?
Vou ser franca!! Para qualquer investimento no estrangeiro, ou melhor se os angolanos quiserem investir na China ou Macau, têm de fazer estudos de viabilidade. Não há nenhum tipo de investimento que não passe por esta fase, é preciso estudar bem o mercado e decidir se vale a pena investir nesta ou naquela área. Para tal, nós temos muitos empresários em Macau que poderão dar este apoio na constituição de parcerias. Porque os nossos empresários além de conhecerem o vasto mercado chinês, conhecem os segredos dos negócios na China. Também os empresários de Macau, devido a razões históricas, conhecem a cultura angolana, muitos deles já foram várias vezes lá, portanto é bom procurar alguém que esteja no meio para poder dar ajuda neste estreitamento de relações.

Considera que o Fórum Macau, nesta fase, está a cumprir com o seu papel?
Óóhh...só temos 10 anos! Ainda estamos na fase de adolescência, penso que temos muito por aprender e muito por desenvolver ainda nos próximos 10 anos. O Fórum de Macau não acaba agora, vai continuar a se desenvolver nos anos vindouros. Principalmente, na minha opinião – como já estou nele há 10 anos, espero que as novas gerações se debrucem também no estreitamento das relações económico-comerciais entre Angola, Macau e China, porque temos muitas portas abertas até para o futuro.

O que é que aconselha aos angolanos?
Aprender mandarim (língua chinesa)! Porque é que os brasileiros têm tantos acessos aqui na China? Porque muitos brasileiros falam mandarim. E até alguns moçambicanos, guineenses e cabo-verdianos já falam mandarim. Isso ajuda muito a estreitar relações e a abrir portas. E uma das apostas do governo da RPChina é o ensino da língua chinesa, e há cada vez mais chineses a aprender português. Nós em Macau temos várias instituições que ensinam português para os chineses e muitos acabam de fazer o curso e vão logo para Angola. Já cruzei com alunos que fizeram estágio no Fórum e foram contratados para trabalhar em empresas chinesas em Angola, e estão a ganhar bons salários!

Em termos culturais, para além da música e dança, como acha que os angolanos podem aproveitar mais esta placa giratória que é Macau? Sente que falta algo?
Acho que os angolanos precisam ter mais coragem para sair do país! É preciso procurar oportunidades na RPChina, é preciso procurar parceiros para produzir mais. Porque até gora, para além do petróleo eu não sei muito bem o que se pode exportar mais. Sei da madeira que é de boa qualidade. Mas não são essas indústrias que ajudam as pequenas e médias empresas.
Portanto, é preciso ver o que se pode exportar e também ver o que se pode importar. Porque vi que muitos empresários angolanos compram muitos materiais da China, mas não os compram directamente da China, compram a intermediários o que encarece os preços das mercadorias.
Outra coisa que é bastante rica, no vosso país é a agricultura. Ainda me lembro quando estudava no liceu, parece que Angola exportava algodão, café, arroz e se não estou em erro sisal. Mas parece que agora não está a exportar nada. É preciso, também, procurar parceiros na área da agricultura, sei de algumas empresas chinesas que já estão a trabalhar neste ramo em Angola, mas não chega.
É preciso estudar qual o fluxo de circulação e aproveitar, por exemplo, a fruta que é muito boa, a manga! Para fazer sumos e outros derivados. E assim deixavam de importar esses produtos. Também podem desenvolver a criação de aves, para não importar mais frangos, mesmo os suínos.
O clima de Angola favorece tudo, a terra é tão fértil! E isso pode ser explorado para potenciar as relações de parcerias com empresas chineses e assim aumentar a oferta desses produtos para o mercado interno, o que baixaria os preços. Depois podem exportar.

Será que a sociedade de Macau conhece Angola? O que se sabe de Angola, aqui em Macau?
Há muito conhecimento! Outra coisa que eu gostava se pudesse concretizar o mais rápido possível é a celebração do protocolo de trocas de programas entre as televisões.

O que é isso, exactamente?
A televisão de Macau já assinou protocolos de troca de programas com a Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, e com Portugal existe já há bastante tempo. Esta troca de informação permite que se conheça mais sobre o país e depois se difunda pelo vasto mercado da RPChina, traduzindo estes conteúdos em chinês. E da nossa parte os programas da RPCHina e Macau seriam traduzidos para português.
Havendo uma troca de informações e de programas de televisão, permitiria conhecer melhor e mais os povos, conhecer melhor o mercado e há uma aproximação maior entre as pessoas, entre os empresários e isto é muito bom.
Este é um passo que gostaria que a Televisão de Angola decidisse o mais rápido possível.
Aqui as pessoas já têm assistido programas da Guiné-Bissau, de Moçambique e de Cabo Verde, mas até agora não se vê nada de Angola!

Fala-se de bolsas de Estudo no âmbito do Fórum de Macau...
Aqui temos de diferenciar dois tipos de bolsas de estudos. O Governo da RPChina tem concedido bolsas de estudo a estudantes angolanos e de outras nacionalidades. Essas bolsas são para todas as províncias da China e não têm nada a ver com o Fórum.
No âmbito do Fórum de Macau, o Governo de Macau disponibiliza bolsas de estudos para dez estudantes de cada país, para licenciatura. E os critérios de selecção dos bolseiros é feito pelos respectivos países.

Uma mensagem para os angolanos?
Eu gostaria que os angolanos pudessem trabalhar cada vez mais no sentido de procurar mais os mercados externos através de Macau que poderá dar um grande contributo na aproximação dos empresários da China aos homólogos angolanos. Macau tem sempre as portas abertas para os angolanos, por razões históricas, tivemos a mesma colonização,
O que é o Fórum de Macau?
É um mecanismo multilateral de cooperação económica e comercial perseguindo o objectivo da promoção e do desenvolvimento das relações económicas e comerciais, entre a China e os Países de Língua Portuguesa, utilizando Macau como plataforma de ligação.
Criado em Outubro de 2003, designa-se “Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, abreviadamente “Fórum de Macau”.
Tem um secretariado permanente baseado em Macau, sendo todas as despesas da operação suportados pelo Governo da República Popular da China (RPChina).
Conta também com um secretário-geral (nomeado pela RPChina), três secretários-gerais adjuntos (um nomeado pela RPChina, um nomeado pelo RAEM e o outro indicado entre os países de língua portuguesa). Todos os países membros do Fórum têm um delegado residente, com excepção do Brasil cujo representante reside em Hong Kong.
 
Nadza Ceita
Colaboradora do OC
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Programa " Portugal - China: Encontro de Culturas, 2013-2014"


PORTUGAL-CHINA:

ENCONTRO DE CULTURAS

2013-2014

O Observatório da China (OC) e os nossos parceiros pretendem contribuir para aprofundar o amistoso relacionamento entre o Povo Português e o Povo Chinês, nomeadamente, a nível do seu intercâmbio Cultural, pelo que estamos a promover o programa “PORTUGAL-CHINA: ENCONTRO DE CULTURAS 2013-2014”. Esta nossa iniciativa insere-se na tradição do OC, de assinalar os mais importantes acontecimentos neste relacionamento, como fizemos já em 2009, para comemorar os 10 anos da exemplar passagem da Administração de Macau para o Governo da R.P. da China, bem como os 30 anos do reatamento das relações de Portugal com a China. Neste contexto, para além do multisecular relacionamento entre Portugal e a China, assinalam-se igualmente em 2013, os 20 anos da lei básica de Macau e os 10 anos de criação do Fórum de Macau. Por outro lado a ampliação a 2014 permite-nos assinalar igualmente os 35 anos de reatamento das relações diplomáticas e oficiais de Portugal com a República Popular da China.
 
Comissão de Honra deste Programa:
Conta com a participação dos presidentes das entidades envolvidas, para além de individualidades de relevo nacional, das quais destaco: o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa, o Reitor da Universidade de Lisboa, Prof. António Sampaio da Nóvoa, o General Rocha Vieira, o Professor Adriano Moreira, o Eng. Miguel Anacoreta Correia (Secretário Geral da UCCLA), Prof. Miguel Honrado, presidente da EGEAC,e a Profª Maria Inês Cordeiro, Presidente da Biblioteca Nacional de Portugal, o Prof. Wu Zhiliang, presidente da Fundação Macau, o Dr. Carlos Monjardino, Presidente da Fundação Oriente, o Dr. Carlos Melancia, Presidente da Fundação Jorge Alvares, o Prof. Jin Guoping, National Research Centre of Overseas Sinology of Beijing Foreign Studies University, o Prof. Narana Coissoró, Presidente do instituto do Oriente, a Profª. Ana Maria Amaro, presidente do Instituto Português de Sinologia, e a Profª. Ana Paula Laborinho, Presidente do Camões- Instituto da Língua e da Cooperação, entre outros.

Temas Centrais: Portugal e a China: Intercâmbios histórico-culturais-económico-sociológicos e científicos, do passado ao futuro.

Áreas de Atuação:

O entendimento pelo OC da relevância do relacionamento amigável e contínuo entre Portugal e a China levou ao planeamento, no âmbito da sociedade civil, de um programa de iniciativas de índole diversificada a desenvolver em 2013-2014: 1) Conferências Internacionais, 2) Estudos e Edições, 3) Exposições, 4) Iniciativas para Crianças e Jovens, 5) Espetáculos e outros eventos.
 
A concretização destas iniciativas conta com o envolvimento direto de um amplo leque de diferentes entidades, destacamos em primeiro lugar a ativa participação e empenho da Embaixada da China, na pessoa do Sr. Embaixador da China, Dr. Huang Songfu, a quem agradecemos. Destacamos igualmente o Ministério da Cultura Chinês e o Conselheiro para os Assuntos Culturais da Embaixada da China, Dr. Shu Jianping. De entre as instituições académicas chinesas destacamos o Centro de Estudos dos Países de Língua Portuguesa (CEPLP), dirigido pelo Prof. Catedrático Wang Cheng’na (ex-Secretário Geral do Fórum Macau), do Instituto de Estudos Regionais da Universidade de Economia e Negócios Internacionais de Beijing (UIBE); o Centro para o Estudo das Relações entre a China e o Ocidente, dirigido pelo Prof. Catedrático Jin Guo Ping, da Universidade de Línguas Estrangeiras de Beijing. A Universidade de Macau e o Instituto Politécnico de Macau.

Naturalmente o Observatório da China tem vindo igualmente a desenvolver parcerias privilegiadas com várias instituições nacionais, de que se destacam a Câmara Municipal de Lisboa, a Imprensa Nacional Casa da Moeda, a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), a Universidade de Lisboa e o Instituto Confúcio, a Faculdade de Belas Artes em especial, e a Biblioteca Nacional de Portugal, entre muitas outras instituições de ensino superior, órgãos de comunicação social, câmaras municipais, empresas, e outras entidades relacionadas com a China.

Destacamos como Media Partner o grupo RTP (com a Antena 1).

Do vasto leque de ações previstas, e já em processo de organização, gostaríamos de destacar as seguintes iniciativas:

1. CONFERÊNCIAS INTERNACIONAIS

1.1  . “Face to Face. The Transcendence of Chinese Arts in China and Beyond” (A Transcendência da arte chinesa na China e para além de si), a realizar em Lisboa de 2 a 5 de Abril de 2013, organizada pela Faculdade de Belas Artes (Centro de Investigação de Ciências da Arte e do Património – Francisco de Holanda, com a parceria especial do Observatório da China). A Comissão científica já selecionou 34 comunicações vindas de vários países da Europa, Ásia e América. Pretende-se apresentar uma grande variedade de novas perspetivas sobre as mudanças artísticas e estilos de artes chineses, desde a Antiguidade até á época Contemporânea.

 1.2   “Portugal-China: Relações Históricas e Perspetivas Futuras”, a organizar pelo Centro de Estudos dos Países de Língua Portuguesa (CEPLP), dirigido pelo ex-Secretário Geral do Fórum Macau (Prof. Wang Cheng’na), pelo Instituto de Estudos Regionais da Universidade de Economia e Negócios Internacionais de Beijing (UIBE), conjuntamente com o Observatório da China, Final de 2013. 

1.3  Seminário sobre “O desenvolvimento do ensino da língua portuguesa em Macau e na China”, em parceria com o Instituto Politécnico de Macau, prevendo-se a sua realização finais de 2013.

1.4  “A China, Portugal e a Europa face à crise e à globalização”, a organizar pelo Observatório da China, no início de 2014.

1.5  Outras conferências terão também o apoio do Observatório da China, nomeadamente “Portugal, China and Portuguese‐Speaking Countries: Past, Present and Future Challenges”, painel do Observatório da China na ICAS 8: The East-West Crossroads, junho de 2013 em Macau.
 
2. ESTUDOS E EDIÇÕES

1.1.    Edição de um livro de atas por cada conferência realizada, contendo as comunicações apresentadas.

1.1.1.      São de realçar os dois volumes (um já editado) Face to Face, sobre arte chinesa, da antiguidade à contemporaneidade.

1.2.    Realização de relatórios e estudos, a promover pelo Observatório da China, em conjunto com o Centro de Estudos dos Países de Língua Portuguesa (CEPLP), o Instituto de Estudos Regionais da Universidade de Economia e Negócios Internacionais de Pequim (UIBE), o Instituto Politécnico de Macau e a Universidade de Macau. Estes serão actualizados anualmente (a partir de 2014) em edição digital, mas sempre que se justifique terão edição em papel e versarão sobre as seguintes temáticas:

a.       Estudo da língua Chinesa em Portugal e do Português na China (tendências e evolução, nomeadamente onde e como se ensina, durante quanto tempo, e qual o tipo de estudante);

b.      Investimento de empresas e do estado chinês em Portugal e de empresas portuguesas na China;

c.       Evolução das relações económicas chinesas contemporâneas na CPLP;

d.      Tendências do turismo chinês em Portugal;

e.       Evolução histórica e cultural das relações Portugal-China.
 

3. EXPOSIÇÕES

3.1. Exposição de Arte e Design, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Catálogo já editado. Inaugurada a 2 Abril 2013

3.2. Exposição Documental e Bibliográfica com a Biblioteca Nacional de Portugal, que se associou a este programa.

3.3. Organização de exposições em Guimarães, Coimbra, Évora sobre a China com o apoio da Embaixada da China e do Ministério da Cultura da RPC.

 
4. INICIATIVAS PARA CRIANÇAS E JOVENS

 4.1. Concurso de medalhística: com a Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, organizámos um concurso para selecionar o melhor projeto de uma medalha para o programa “Portugal-China: Encontro de Culturas, 2013-2014”, já produzida com a parceira da Imprensa Nacional-Casa da Moeda e com o apoio da Embaixada da China.

4.2. Organização da discussão do tema “Relações Portugal China” nas escolas do ensino básico e secundário, durante o ano letivo 2013-2014, a desenvolver em colaboração com a Direção Geral de Educação do Ministério da Educação e Ciência.

4.3. Apoio ao concurso internacional de animação “Povos Cruzados” (www.bang-awards.com), já em curso organizado pela Câmara Municipal de Torres Vedras.

5. ESPETÁCULOS E OUTROS EVENTOS
5.1.Diversos espetáculos de música erudita e popular chinesa e portuguesa, dança, teatro e ópera, serão organizados em 2013 e 2014, com o patrocínio de várias instituições.

5.2.Um dos temas das Marchas Populares de Lisboa 2013 é a China. A população de Lisboa poderá assistir à dança do dragão. O Observatório através da sua parceria com a EGEAC, está a sensibilizar alguns dos nossos parceiros, para conseguirmos os apoios financeiros para levar a Marcha vencedora de Lisboa 2013, a desfilar em Macau, em 2014.

5.3.Espetáculo “Paixão Lusófona na China”, com artistas portugueses, brasileiros, Angolanos e chineses, no Auditório de Ópera do Conservatório da China, em Beijing, a 15 de Junho de 2013, às 19.30.
5.4.O Observatório da China com o precioso apoio da Embaixada da China está a planear a vinda de um grupo de artistas chineses, em Setembro de 2013, possivelmente uma companhia Ópera de Pequim.
5.5.Organização de um festival de cinema chinês e português sobre a China, em parceria com o Cinema S. Jorge e com a Cinemateca.

 
Nadza Ceita
Assistente da Direção
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"PORTUGAL-CHINA: ENCONTRO DE CULTURAS 2013-2014”
 
 
A apresentação pública do programa - “PORTUGAL-CHINA: ENCONTRO DE CULTURAS 2013-2014”, a decorrer no dia 2 de Abril de 2013, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa, na praça do município, às 18h30m. Esta sessão incluirá igualmente o Lançamento da medalha-biombo do programa, a Abertura da Conferência Internacional: "FACE TO FACE: the transcendence of the Arts in China" (http://www.facetoface.fba.ul.pt); e a Inauguração da Exposição de Arte Contemporânea sobre o tema Portugal-China.
  
Este programa inclui:
1) Conferências Internacionais, 2) Estudos e Edições, 3) Exposições, 4) Iniciativas para Crianças e Jovens e 5) Espetáculos e Outras Iniciativas. Consubstanciando deste modo, em 2013, um amplo programa da sociedade civil de intercâmbio cultural entre Portugal e a China, através da colaboração de diversas entidades, nomeadamente universidades, câmaras, empresas, associações e outras entidades relacionadas com a China.
Um dos temas das Marchas Populares de Lisboa 2013 é a China. O Observatório através da sua parceira com a EGEAC, está a sensibilizar alguns dos nossos dos nossos parceiros, para conseguirmos apoios financeiros para levar a Marcha vencedora à Macau, em 2014. Está igualmente planeada a vinda da Ópera de Pequim em Setembro de 2014.   
programa “PORTUGAL-CHINA: ENCONTRO DE CULTURAS 2013-2014” tem o apoio e colaboração ativa da Embaixada da China. Tem ainda o apoio do grupo RTP, como Media partner (Antena 1) e a EDP como Master partner.

Medalha
 
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Nadza Ceita
Assistente da Direção
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"Shakespeare ao pé da letra"
 
"O Grupo Juvenil de Teatro de Repertório de Macau, orientado pelo dramaturgo Lawrence Lei, propõe para este ano uma estreia no texto e na representação clássica de Shakespeare. “Conto de Inverno” vai ser levado à cena a 25 e 26 de Maio, o mais fiel possível à linguagem escrita e de palco do criador britânico. Para tal, o grupo conta com a direcção da encenadora e tradutora de Taiwan Ma Tin Ni. “A encenadora vem de Taiwan. É uma especialista em Shakespeare, fez várias traduções. Convidámo-la a vir aqui para nos dar um workshop e nos ensinar a recriar o estilo de Shakespeare. Queremos manter os diálogos e a forma de interpretação originais”, explica Lawrence Lei, também director da Escola de Teatro do Conservatório de Macau. “Tanto quanto sei, apenas pequenos trechos de Shakespeare foram até aqui apresentados em Macau”, diz. “Não vamos fazer qualquer edição ao texto original. Temos mais de 20 personagens na peça. Precisamos de muitos actores. Teremos música e dança na peça. A música será tocada ao vivo e com a presença de um coro”, descreve.
No que diz respeito a exposições, destaque para uma mostra de fotografia do filósofo francês Jean Baudrillard, que teorizou sobre os conceitos de hiperrealidade e simulacro. “Técnicas em Extinção” exibe 50 imagens do autor, numa co-organização do Consulado Geral de França em Hong Kong e Macau e da Alliance Française de Macau."
 
 
Ponto Final
 20/ 03/ 2013
 
Nadza Ceita
Colaboradora OC
 
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“Face to Face. The Transcendence of Chinese Arts in China and Beyond”


 “Face to Face. The Transcendence of Chinese Arts in China and Beyond” (A Transcendência da arte chinesa na China e para além de si), a realizar em Lisboa a 3 e 5 de Abril de 2013, contudo no dia 2 às 18h30 realiza-se a abertura oficial organizada pela Faculdade de Belas Artes (Centro de Investigação de Ciências da Arte e do Património – Francisco de Holanda, com a parceria especial do Observatório da China). A Comissão científica já selecionou 34 comunicações vindas de vários países da Europa, Ásia e América. Pretende-se apresentar uma grande variedade de novas perspetivas sobre as mudanças artísticas e estilos de artes chineses, resultantes do intercâmbio artístico e interações mútuas com as artes, estilos e técnicas de outras culturas na China e além de suas fronteiras culturais.
 
Colaboradora do OC
 
Nadza Ceita
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CNPC quer entrar no consórcio ENI/Galp em Moçambique




"A China National Petroleum Corp (CNPC), a maior petrolífera chinesa, quer entrar no consórcio liderado pela italiana ENI, que prospeta gás no norte de Moçambique e que integra também a portuguesa GALP, anunciaram fontes ligadas ao processo.

A ENI, que detém 70% do consórcio, poderá vender uma participação de 20% no Complexo Mamba, na bacia do Rovuma, norte de Moçambique, para repartir custos de exploração."

Para ler a noticia na integra: http://www.oje.pt/noticias/negocios/cnpc-quer-entrar-no-consorcio-enigalp-em-mocambique


07/03/13, 11:21
OJE/Lusa

Nadza Ceita

Colaboradora do OC
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Notícias Lusofonia: Exportações Portuguesas aumentam em 2013

Segundo o jornal Público, Portugal tem exportado mais à China e importado menos, mas mesmo assim importa mais do que exporta.

Pode ler a notícia completa aqui.
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Notícias China: Novo romance reflete as preocupações das novas gerações chinesas

Segundo o People's Daily Online, as preocupações da geração nascida após 1980 sobre um futuro distópico são muito bem retratadas no novo romance de Chen, com o título de "Maré Perdida" (tradução literal). Esses medos e preocupações são agora essencialmente ambientais. Recentemente Beijing sofreu com graves nuvens de smog provocadas pela crescente poluição do ar.

A notícia completa pode ser lida aqui.
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Notícias Lusofonia: Exportações Lusófonas para a China aumentaram em 2012

Segundo o Público, Portugal aumentou as suas exportações para a China em 34,39%. Já a média dos Países Lusófunos exportou mais 9,7% em 2012 do que em 2011.

Pode ler a notícia completa aqui.
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Notícias China: Xi Jinping promete reduzir probreza e corrupção

O novo secretário geral do Partido Comunista Chinês (PCC), após uma visita a aldeias rurais no norte da China, declarou-se, via Weibo, "(...) indignado com os casos em que o dinheiro destinado a esta luta [contra a pobreza] é desviado para outros fins", afirma o Jornal de Notícias.
O Diário de Notícias aponta a primeira reunião política do ano na China, como importante para uma política anti-corrupção. Numa resolução emitida após o encontro do primeiro dia do ano os órgãos de disciplina do PCC são exortados a "investigar os casos de corrupção, a castigar os oficiais que levarem a cabo práticas indevidas e a obterem resultados concretos". Pede-se ainda "mais esforços para prevenir que o comportamento corrupto se propague".

Pode ler a notícia do Jornal de Notícias sobre a pobreza aqui.
Pode ler a notícia do Diário de Notícias sobre a corrupção aqui.
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Notícias Lusofonia: Universidade de Aveiro abre «Business School» na China

Segundo o Diário Económico, um protocolo foi assinado entre a Universidade de Aveiro e a Província de Guizhou que prevê a abertura de uma Escola Internacional de Turismo em dois anos.

Pode ler a notícia completa aqui.
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Crise muda face dos negócios luso-chineses

Notícia do jornal Ponto final publicada originalmente aqui.

As lojas chinesas diminuíram entre 20 a 25 por cento em Portugal, mas o grande investimento proveniente do Continente em terras lusas segue em tendência ascendente. Nos dois casos, a culpa é da crise económica e financeira.
Pedro Galinha
A contracção económica registada na zona euro – e à qual Portugal não escapa – já está a afectar as lojas chinesas, que se encontram do Algarve ao Minho, passando pelas regiões autónomas dos Açores e da Madeira. A garantia é dada ao PONTO FINAL pelo presidente da Liga dos Chineses em Portugal.
“Há muito menos lojas. Posso apontar para uma redução de 20 a 25 por cento num universo que, até há pouco tempo, era de cinco mil espaços comerciais. É bastante”, confessa Y Ping Chow, ao telefone, a partir do Porto.
A tese é também corroborada pelo presidente do Observatório da China, Rui D’Ávila Lourido. O investigador português avança que “o pequeno e médio comércio no interior das cidades têm sido afectados” pela recessão, “fragilizando muitos negócios, essencialmente ligados a lojas de vestuário, produtos decorativos e também ao sector da restauração”.
Segundo Lourido, a consequência imediata desta nova realidade é “a saída de Portugal de alguns dos proprietários e empregados chineses”. Mas há resistentes, adianta o presidente da Liga dos Chineses em Portugal.
“Quem não sai está a apostar em novas formas de comercialização. Fecham espaços mais pequenos e abrem outros maiores, que permite ter mais diversidade com os mesmos preços competitivos. Também há quem mantenha negócios aqui e esteja a investir na China”, explica Y Ping Chow.
Apesar de a conjuntura económica estar a provocar mudanças na comunidade (ver caixa), há outros níveis em que a presença chinesa em Portugal não atravessa retrocessos. “Assistimos a um crescimento exponencial em áreas do interesse estratégico da China, em 2011 e este ano”, aponta Rui D’Ávila Lourido, lembrando a compra de 21,35 por cento da EDP por parte da China Three Gorges Corporation e a aquisição de 25 por cento da REN pela State Grid – negócios motivados pela privatizações que Portugal está a operar.
Esta nova etapa na relação luso-chinesa não fica por aqui. A China tem planos para investir 12 milhões de euros num centro tecnológico em Portugal e tanto o Banco da China como o Banco Industrial e Comercial da China já abriram escritórios em Lisboa: “O que se pode traduzir num significativo aumento das actividades financeiras entre estes países”, resume o académico.
A “parceria estratégica” que Portugal e China têm mantido e alimentado recentemente foi confirmada na visita do ministro português de Estado e dos Negócios Estrangeiros ao Continente e a Macau, em Julho. Na altura, Paulo Portas afirmou que todos saem a ganhar se for desenvolvida uma “relação de cooperação e não de confronto”.
: CAIXA :
Comunidade chinesa em Portugal com “menos hipóteses de crescimento”
No final do ano passado, Portugal emitiu 15.600 autorizações de residência a imigrantes chineses. Os dados foram disponibilizados pelos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras portugueses, mas o presidente da Liga dos Chineses em Portugal, Y Ping Chow, calcula que “o verdadeiro número” atinja as 20 mil pessoas.
De acordo com o presidente do Observatório da China, Rui D’Ávila Lourido, o crescimento da comunidade tem sido feito “de forma gradual”, sendo constituída “por diferentes gerações”: “Os que vieram em meados do século XX, acompanhados dos seus filhos – alguns nascidos em Portugal e luso-chineses – e os de imigração mais recente.”
O académico adianta que o grau de integração profissional dos membros da comunidade “é muito diferente”. “Na maioria dedicam-se ao pequeno comércio, mas na segunda e terceira geração encontramos desde profissões liberais, como engenheiros e médicos, a empregados noutras áreas de actividade económica,” nota Lourido.
Com a crise económica e financeira, a grande fatia da comunidade chinesa radicada em Portugal, que trabalha em lojas, também sofre com o desemprego, garante Y Ping Chow. “Há espaços a fechar e os desempregados chineses têm mais dificuldades em arranjar trabalho. Para muitos, a solução passa por sair,” confirma o responsável máximo da Liga dos Chineses em Portugal, antes de acrescentar que, assim, a comunidade “tem menos hipóteses de crescimento”. P.G.
 
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Entrevista do jornal Ponto Final a Rui Lourido (2/2)

Segunda parte da entrevista, a publicação original pode ser vista aqui.
 
 
É no projecto lusófono chinês que o território deve ter uma palavra dizer, defende o presidente do Observatório da China. Rui D’Ávila Lourido é também da opinião que Portugal ocupa a posição geoestratégica ideal para servir de plataforma comercial entre a China e o restante mundo de língua portuguesa.
Pedro Galinha
- Em que patamar estão as relações Portugal-China?
Rui D’Ávila Lourido – Assiste-se a uma intensificação das relações, consubstanciada igualmente pelo significativo número de portugueses que têm procurado várias cidades chinesas para trabalharem e fixarem os seus negócios, em especial Macau, Pequim e Xangai. Vários acordos foram assinados nas áreas da saúde, protecção recíproca de investimentos, ensino das línguas portuguesa e chinesas, moldagem, comunicações e tecnologias.
- Ainda há mais espaço para Portugal alargar os pontos de contacto?
R.A.L. – Deveremos aprofundar a reflexão e dar uma especial atenção à estratégia lusófona da China. Na sequência dos princípios orientadores da sua política interna de desenvolvimento harmonioso da sociedade chinesa e de respeito pelo meio ambiente, a China gizou uma estratégia que pretende assegurar um contínuo desenvolvimento económico. Com esta estratégia procura diminuir a pobreza, garantir o alargamento da prosperidade a sectores cada vez mais vastos da população chinesa e canalizar meios, nomeadamente, para a recuperação de água potável e do ar poluído em muitas áreas urbanas e rurais da China. Tendo subjacente os princípios gerais da diplomacia chinesa, não podemos esquecer a preocupação da China, à semelhança do que acontece com os países ocidentais, em colmatar as necessidades de matérias-primas e de fontes de energia. A China estabeleceu relações nos cinco continentes com os países produtores de matérias-primas, como hidrocarbonetos (petróleo de Angola, Brasil e Timor) ou gás natural (Moçambique) ou alimentares (do Brasil a soja) e tecnologias alternativas (como as eólicas em Portugal).
- É nesta dimensão que congrega os países lusófonos que Macau pode ter um papel importante para a China?
R.A.L. – A China compreendeu a mais-valia que representa a cidade de Macau, com as suas raízes e ligações histórico-culturais e económicas, pelo que a transformou na sua plataforma oficial, facilitadora de contactos com os países lusófonos. O Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa [Fórum Macau] constituído pelo Governo Central chinês é disso exemplo.
- Enquanto investigador e observador da realidade chinesa, quais são as grandes vantagens de Macau?
R.A.L. – Macau apresenta várias vantagens, nomeadamente, o seu sistema legal que, sendo semelhante ao português, facilita as relações económicas. Para prevenir uma taxação dupla, foram criados acordos de Macau com Portugal e Moçambique, tendo como objectivo estendê-los a todos os países de língua portuguesa. O Governo da RAEM tem tido uma grande sensibilidade na preservação do património histórico construído de raiz portuguesa, que culminou na obtenção da classificação, pela UNESCO, de Património Histórico da Humanidade. Em Macau tem sido incentivado o intercâmbio com as culturas e a língua portuguesa, nomeadamente, através do apoio à formação de formadores para o ensino da língua na China, no apoio à organização de encontros, de colóquios e de conferências internacionais e no incentivo à difusão da obra de escritores sobre Macau. Foi também em Macau que se realizou, em 2006, a primeira edição do evento multidesportivo “Jogos da Lusofonia”.
- Mas a nível da relação económica entre os países lusófonos e a China, Macau também tem hipótese de se assumir como um elemento-chave?
R.A.L. – Naturalmente que a maior parte dos negócios entre os países lusófonos e a China se têm realizado bilateralmente, mas o Fórum Macau tem aumentado as suas oportunidades. A Associação Comercial Internacional para os Mercados Lusófonos, de Macau, tem desenvolvido igualmente um diversificado número de negócios, como a exportação de medicamentos chineses para Cabo Verde, Moçambique e também Angola – onde chegam ainda vestuário, calçado e motorizadas. Por outro lado, importa madeira, algodão e caju de Moçambique, café de Timor-Leste e azeite, vinho e medicamentos de Portugal.
- No caso específico de Portugal, ainda há espaço para alargar a relação/parceria comercial e económica com Macau?
R.A.L. – Portugal e Macau podem e devem reforçar o seu papel como plataformas facilitadoras de relações culturais e de negócios entre a China e os países lusófonos. O alargamento do Canal do Panamá permitirá, em 2014, o acesso mais rápido e directo da China a Portugal. O porto oceânico de Sines será o primeiro no continente europeu que um navio vindo da Ásia, dos Estados Unidos ou do Brasil encontrará. Esta posição geoestratégica será uma grande vantagem económica e um grande desafio a ser assumido por Portugal.
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Entrevista do jornal Ponto Final a Rui Lourido (1/2)

Pode ler a publicação original aqui.

O direito à opinião e a liberdade de algumas minorias ainda preocupam, mas as autoridades do Continente têm realizado esforços para evoluir num dos temas mais delicados da agenda: os direitos humanos. O argumento é do português Rui D’Ávila Lourido, presidente do Observatório da China, que faz questão de realçar que também existem atropelos claros no Ocidente.
Pedro Galinha
- Assistimos hoje a uma inversão no discurso sobre os direitos humanos na China por parte dos líderes ocidentais?
Rui D’Ávila Lourido – A questão pressupõe que aceitemos que os actuais líderes ocidentais têm legitimidade para dar lições de moral à China. Partilho da perspectiva dos que têm dúvidas porque o próprio Ocidente – devido à acção recente destes líderes ocidentais – assiste ao retrocesso dos direitos humanos básicos, como o direito ao trabalho (e a limitação da actividade sindical em sua defesa), à alimentação e habitação condigna, bem como à saúde e à educação tendencialmente gratuitas, direitos inseridos em algumas das constituições de países europeus. Por outro lado, muitas das grandes multinacionais ocidentais que transferiram a sua produção para a China não aplicam no interior das suas fábricas chinesas os mesmos direitos cívicos e humanos que possuem os seus empregados nas delegações e sedes localizadas nos países ocidentais.
- São contradições a mais?
R.A.L. – Afigura-se legítimo pensar que os governos ocidentais quando pressionam a China para adoptar um sistema político do tipo ocidental não o fazem unicamente por consideração para com o cidadão chinês, mas também por estratégia política. Por pensarem que a democracia parlamentar poderá fragilizar a coesão política da China, propiciando a sua fragmentação regional e, dessa forma, enfraquecer a presente ascensão económica e a influência da China no mundo do século XXI. Tentam ainda prolongar o actual modelo unipolar, dominado económica e militarmente pela América do Norte, e evitar a sua substituição por um mundo multipolar, onde tenham de aceitar partilhar responsabilidades de liderança com a Ásia (com a China e a Índia), com a Rússia e com a União Europeia. Dito isto, num âmbito multilateral e de respeito mútuo, considero importante o diálogo e toda a reflecção sobre a melhor forma de aprofundamento dos direitos humanos, quer na China, quer no Ocidente. Recordemos que Dilma Rousseff, a presidente do Brasil, referiu em resposta a uma pergunta sobre direitos humanos na China que ‘todos temos problemas de direitos humanos’.
- Uns devem ser os “polícias” dos outros?
R.A.L. – Nos Estados Unidos e na Europa assiste-se a situações de marginalização e algumas vezes de agressão xenófoba, contra comunidades étnicas minoritárias. Por exemplo, na primeira semana de Agosto, em França, vimos uma comunidade de cidadãos europeus, ciganos de etnia romena e búlgara, ser expulsa pelo governo democrático de François Hollande, contra as suas próprias promessas antes de ser eleito. No âmbito do diálogo multilateral sobre direitos humanos é admissível a China ser confrontada, nomeadamente, com a frequente punição de chineses que têm opinião política divergente ou sobre a limitação do direito de certas minorias. Mas a União Europeia também deve ser questionada pela China sobre as referidas limitações de direitos humanos a cidadãos europeus.
- No seio da União Europeia, existem encontros específicos para discutir a questão dos direitos humanos na China. É a melhor opção para manter vivo este dossier?
R.A.L. – Talvez a maior compreensão da complexidade do tema tenha levado a privilegiar os espaços próprios, entretanto criados para analisar os direitos humanos. Não esqueçamos que, no contexto das relações Europa-China, o diálogo sobre direitos humanos foi lançado em 1995 e formalizado por encontros oficiais bilaterais, tendo-se reunido maioritariamente duas vezes por ano, intercalando Pequim e Bruxelas como locais de reunião. Têm-se desenvolvido seminários com especialistas em questões específicas como a pena de morte e a transposição de pactos internacionais. Adicionalmente, vários projectos de cooperação prática têm sido desenvolvidos, nomeadamente, para a formação de advogados.
- Nota desenvolvimentos em matéria de direitos humanos na China?
R.A.L. – Tem sido notável a evolução da posição conciliatória da China, revelando maior cooperação nas áreas técnicas, nomeadamente, em relatórios dos Pactos das Nações Unidas, reforma judicial, assistência legal, entre outras. A 29 de Maio, reuniu-se em Bruxelas a 31ª ronda que debateu o tema geral da punição criminal e das condições de limitações à liberdade individual. O comunicado da reunião refere que a União Europeia e a China analisaram questões como vigilância de domicílio, prisão domiciliária, condições de detenção em prisões. A China apresentou a sua preocupação em relação a questões de xenofobia e de discriminação racial existentes na Europa e a nível internacional – tendo a Europa explicado as suas políticas de combate ao racismo e xenofobia. Por sua vez, a União Europeia levantou algumas questões sobre a situação na China face às minorias étnicas – tibetanos, uigures e cristãos –, ao tratamento de refugiados da Coreia do Norte, ao respeito pela lei, à liberdade de expressão e ao respeito pela sociedade civil. A União Europeia apresentou ainda uma lista de casos individuais de limitação da liberdade, dos quais a China deu resposta a 25 (identificados na lista apresentada em 2011).
- Ao nível das Nações Unidas há também novos passos?
R.A.L. – A União Europeia e a China trocaram perspectivas de cooperação com o Concelho para os Direitos Humanos das Nações Unidas e com o Gabinete do Alto Comissário para os Direitos Humanos das Nações Unidas. Recordemos ainda que a nova postura da China, de envolvimento e empenho, levou à sua eleição para integrar o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas [órgão de apoio à Assembleia Geral].
- Podemos falar num maior envolvimento chinês nas principais organizações internacionais?
R.A.L. – Especialistas atentos, como Alastair Johnston ouLuís Cunha [entrevistado em Julho pelo PONTO FINAL], têm reconhecido que a China se tem envolvido profundamente nas organizações internacionais, assimilando os específicos mecanismos e enquadramentos teóricos e jurídicos, contribuindo para o renascimento e reforço do papel dessas organizações no quadro internacional multilateral (ONU, ASEA, etc). Neste contexto, partilho da opinião de que a plena integração e interiorização da cultura institucional associada às organizações multilaterais pela China, transforma-a paradoxalmente numa defensora desse “status quo” internacional.
- De volta à União Europeia, como podemos descrever a relação que existe actualmente com a China?
R.A.L. – As relações da Europa com China foram estabelecidas em 1975. Parece ser uma relação construtiva, que tem sido muito proveitosa para ambas as partes. A China tem privilegiado a sua parceria estratégica com a Europa, o que tem permito diversificar a respectiva interdependência de ambas para com os Estados Unidos. A China aumenta o seu investimento na Europa, relativizando o risco da sua excessiva anterior aplicação de capitais na dívida pública dos EUA; a Europa respira de alívio perante a entrada de capital fresco na sua economia e reforça a sua influência política e estratégica na Ásia.
- Em termos comerciais também é bastante proveitosa?
R.A.L. – A União Europeia continua a ser o maior parceiro comercial da China e a sua principal fonte de tecnologia. Já a China é o segundo maior parceiro mercantil da Europa, logo após os Estados Unidos. A maioria deste comércio refere-se a produtos manufacturados e industriais. Entre 2009 e 2010, as exportações europeias para a China aumentaram 38 por cento e as exportações chinesas para a Europa aumentaram 31 por cento. Em 2011, a Europa exportou para a China, só em mercadorias, 136,2 mil milhões de euros e importou 292,1 mil milhões de euros da China. Na 3ª ronda do Diálogo Estratégico de Alto Nível entre a Europa-China, em Julho deste ano, os dois actores decidiram ampliar a cooperação internacional e tratar as suas divergências de uma maneira construtiva. A China reafirmou o apoio à integração europeia e aos esforços da Europa para sair da crise e a União Europeia reafirmou o apoio ao desenvolvimento pacífico da China e ao respeito pela sua soberania e integridade territorial.
- O embargo de armas, em vigor desde a repressão dos protestos da Praça Tiananmen (1989), desestabiliza esta relação?
R.A.L. – Sim. Na sequência do reforço do envolvimento da China nas organizações multilaterais e em particular com a Europa, a China tem pedido o levantamento do embargo de armas, argumentando que a sua manutenção é discriminatória, muito intrigante e preconceituosa. Duas posições se confrontam na União Europeia: a corrente de opinião mais pragmática, segundo a qual o embargo deve ser levantado, defendida por alguns países como França, Áustria, Bélgica, República Checa, Grécia, Itália e Reino Unido; o bloco opositor que integra Parlamento Europeu, Alemanha, Dinamarca, Holanda e Suécia. Contudo, sob certas condições, os vários países concordariam em levantar o embargo e a Alta Representante da União Europeia para os Assuntos Estrangeiros e Segurança, Catherine Ashton, já defendeu que é um grande impedimento a um maior desenvolvimento da cooperação nos assuntos internacionais e de segurança.
- Como é que a China tem contornado esta questão?
R.A.L. – O embaixador da China junto da União Europeia, Song Zhe, referiu que o embargo tem como consequência um mais rápido desenvolvimento da tecnologia chinesa e a aquisição de armamento russo. Os Estados Unidos lideram a enorme pressão internacional sobre a União Europeia para manter o embargo, associados ao Japão, com vista a manter o domínio geoestratégico e militar norte-americano no plano mundial e, em especial, no Mar da China (Taiwan) e Pacífico. A corrente europeia de opinião mais pragmática argumenta que o levantamento do embargo reforçará o papel da Europa num mundo multipolar.
- Não há motivos para temer o investimento militar chinês?
R.A.L. – Os investimentos têm tido um objectivo defensivo e limitado geograficamente ao mar da China (criação de capacidade defensiva numa linha de protecção que ligaria as ilhas Aleutas, norte, ao Bornéu, sul, possivelmente só operacional por volta de 2020). Vários analistas ocidentais destacam que o investimento militar chinês continua muito longe de ser uma ameaça para o Ocidente e muito menos para o poderio militar dos Estados Unidos, que está 30 a 50 anos à frente da situação das forças militares chinesas. Há três factores principais para esta tese. Em primeiro lugar, a China tem como interesse nacional e vital a estabilidade do sistema económico mundial. A estratégia oficial chinesa não é expansionista e baseia-se expressamente nos princípios de desenvolvimento pacífico e harmonioso, e de afirmação de um mundo multipolar. Cresceu o envolvimento chinês nas várias instituições multilaterais, nomeadamente nas Nações Unidas. Nos últimos anos, a China tem sido o maior contribuinte para as missões de observação e de paz, de entre os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU. Em segundo lugar, a China tem mantido a mesma percentagem de investimento em defesa, cerca de dois por cento do seu PIB, apesar do crescimento económico que regista. Já os EUA, quase sem crescimento económico, investem mais do dobro dos chineses (4,7 por cento). Em terceiro lugar, as forças militares chinesas actuais não têm real experiência de combate.
 
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Introdução de Enquadramente Histórico à Entrevista de Rui Lourido

Na resposta às questões colocadas pelo Jornal Ponto Final, de Macau, o presidente do Observatório da China fez uma introdução histórica para enquadramento da temática  dos direitos humanos na China. Não tendo esta introdução sido publicada, mas por considerar-se relevante para a percepção da evolução do exercício dos direitos humanos  na actualidade, apresentamos de seguida a referida introdução:

"Tenho todo o prazer em responder, a título pessoal, visto o Observatório da China ser uma associação de académicos e pessoas interessadas nos estudos multidisciplinares sobre a China e no conhecimento da civilização chinesa que podem ter, individualmente, diferentes perceções. No discurso político é usual utilizar-se o tema dos direitos humanos, como arma de arremesso politico contra a China, esquecendo o quadro geral e o tempo longo no desenvolvimento histórico das relações entre o Ocidente e a China. Não sou advogado dos líderes chineses, contudo, numa perspetiva histórica das relações entre a Europa e China, e para sermos sérios e justos na análise deste tema, necessitamos enquadra-lo no contexto das relações entre os países ocidentais e a China. Pelas suas consequências nefastas para os países asiáticos, e para a China em especial, destacam-se as responsabilidades dos países ocidentais na promoção das guerras dos séculos XIX e início do XX, nas invasões e humilhações impostas à China, tendo como objectivo principal o desenvolvimento da economia dos países ocidentais (logo das suas elites) à custa da economia chinesa e indiana. O sistema de comércio marítimo de longo curso com a China baseou-se genericamente, até à Guerra do ópio, fundamentalmente, na importação pelos países ocidentais, de sofisticados produtos manufaturados, com grande valor incorporado (sedas, porcelanas, chá, entre outros), sendo comprados em troca de ouro ou prata. Apesar dos exorbitantes lucros propiciados pelo comércio com o Oriente e com a China em particular, daqui resultava um défice na balança de pagamentos para os países ocidentais. O historiador português Vitorino Magalhães Godinho refere que, a China foi o maior sorvedoiro de prata da Idade Moderna. O economista germânico-americano André Gunder Frank defendeu, que a economia do mundo até à Guerra do ópio teria sido globalmente impulsionada pela economia chinesa, logo seguida da indiana e como exemplo diria que, se se pudesse comparar a um comboio, o seu motor teria sido a economia chinesa.

Os líderes dos países ocidentais só conseguiram inverter a autossuficiência deste sistema mercantil chinês autocentrado, e desequilibrar a balança de pagamentos a seu favor, pela imposição, através das guerras, do comércio ilegal do ópio como moeda de pagamento para a importação ocidental dos preciosos produtos chineses. Em consequência, da vitória militar, os países ocidentais impuseram um controlo sobre a economia chinesa e a drenagem das suas riquezas para o Ocidente, agravando e acelerando as fragilidades inerentes à sociedade chinesa, e determinando a sua rápida desagregação e decadência político, económica e social. Todo este contexto, conduziu à multiplicação das inevitáveis vagas de fomes e de drenagem de mão-de-obra servil chinesa (naquela época, chamado de comércio de cules, realizado com a complacência das autoridades imperiais chinesas, principalmente para colónias europeias e para o continente americano). Guerras e comércio desigual impostos pelo Ocidente à China, contribuíram determinantemente para o desenvolvimento das economias e riqueza das elites ocidentais, mas impuseram direta e indiretamente um severo agravamento das condições de vida da população chinesa, sem qualquer respeito pelos direitos humanos.
Ainda do ponto de vista histórico gostaria de referir um contributo, pouco conhecido, da civilização chinesa para a perceção europeia do que viriam a ser os direitos individuais, na sociedade da Idade Moderna europeia – o mérito pessoal, baseado no conhecimento e competência, aferido em exames públicos em todo o império chinês. Ao contrário do que aconteceu na europa, geralmente até ao dealbar do século XIX/XX, na china todos os candidatos a um cargo da administração do império, independentemente da sua origem social, tinham de fazer um exame para poderem ser nomeados. O facto de na China os letrados estarem no comando da estrutura administrativa do império, a respetiva ascensão social,juntamente com um sistema de aplicação da justiça orientada por legislação civil, aplicada com maior critério universal que no ocidente, que se distanciava muito lentamente da sociedade de antigo regime, foram alvo do elogio de muitos dos viajantes portugueses e europeus da idade moderna, vindo a influenciar o pensamento dos iluministas franceses, como Voltaire ou Montesquieu.

Foi com os governos da República Popular da China, que a herança da situação de exploração de recursos naturais e humanos da China, pelas potências ocidentais, seria invertida e começaria um processo de aquisição de direitos civis e humanos. Foram proibidas tradições discriminatórias, como a deformação artificial dos pés das mulheres abastadas. Decorrente do processo de extraordinário desenvolvimento económico, assiste-se à ampliação de um maior número de direitos cívicos. Do acesso a melhores condições de vida: da ultrapassagem das piores situações de carência alimentar (e 300 milhões de chineses conseguiram a sua ascensão à classe média), maior acesso a serviços de saúde, à educação e a bens culturais. Por outro lado, inicia-se igualmente um processo de ampliação da consciência da importância de conciliar os interesses públicos e da administração central, com os direitos individuais, humanos e cívicos.
Neste contexto partilho da conceção, de que é aos cidadãos chineses e suas autoridades que compete decidir sobre a forma de ampliar os direitos humanos na China. Apesar de vivermos num mundo cada vez mais globalizado e algumas influências exógenas se fazerem sentir positivamente nos nossos países, penso que a defesa efetiva dos direitos humanos é um processo endógeno a cada sociedade, que depende da consciência cívica e da correlação de poder das organizações da sociedade civil, bem como do processo de desenvolvimento económico e social."
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EDP financiada pelo China Development Bank

O Banco de Desenvolvimento Chinês emprestou à empresa portuguesa recentemente privatizada a quantia de mil milhões de euros, segundo o Diário de Notícias.
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Notícias China: China alivia restrições no acesso aos capitais

Pequim aliviou, na passada sexta-feira, o acesso a estrangeiros que queiram investir em capitais chineses. O objectivo é dar "um novo estímulo a uma economia em abrandamento".

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Notícias Lusofonia: Accionistas chineses da EDP investem em parques eólicos

Os investidores chineses da Three Gorges, vão investir em parques eólicos. O objetivo, segundo o site dinheirovivo.pt, é "comprar uma participação minoritária em parques eólicos da EDP".

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Notícias China: Novo acordo de cooperação espacial com a Argentina

Este acordo prevê a instalação de uma antena chinesa na Patagónia.

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Notícias Lusofonia: Chineses gastam cerca de 560€ em Portugal

Segundo o jornal Público, "a crise não afecta consumo de bens de luxo entre os visitantes estrangeiros oriundos da China, Angola, Brasil e Rússia". É que, no caso dos visitantes chineses,  "cada vez que fazem compras, (...) gastam em média 560€ (..)".

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Notícias: Estudantes portugueses, macaenses e chineses encontram-se para discutir ideias

Segundo o Diário de Notícias, "quinze estudantes de Macau, China e Portugal vão reunir-se no Porto, (...) durante dez dias, para partilharem experiências, no âmbito da primeira edição do projeto "Interfluxos".


A "Interfluxos 2012" é uma parceria entre a Universidade Católica Portuguesa, a Universidade de São José, de Macau, e uma Universidade de Pequim, cujo objectivo é a "troca de experiências entre alunos e a promoção do intercâmbio cultural".


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Notícias China: Problemas Europeus afectam bolsas asiáticas

A mais recente preocupação prende-se com a eventual saída da Grécia da zona euro.

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Notícias China: China e Rússia vetam novo plano da ONU

Segundo o jornal Público, "A Rússia e a China vetaram (...) uma nova resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas para obrigar o Presidente Bashar al-Assad, a cumprir o Plano Annan, enviado da ONU e da Liga Árabe à Síria."


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Notícias China: Novo tipo de cooperação com África

A China tenta, agora, criar um novo modelo de ONG-cooperação com os países africanos.

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Vice-presidente chinês na abertura do II Fórum para as Pessoas China-África

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Notícias China: China pode ser capaz de evitar uma desaceleração brusca do crescimento económico

Para que tal aconteça, o estado deve aumentar os investimentos.

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Notícias Mundo: FMI revê previsões para a economia mundial

Segundo o jornal Público, " o FMI está mais pessimista em relação à evolução da economia mundial durante os próximos dois anos, destacando os riscos de que a crise na zona euro possa vir a comprometer o desempenho tanto das maiores potências mundiais como dos mercados emergentes".

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Notícas China: PIB chinês cresce a nível baixo

Segundo o jornal Público "o Gabinete Nacional de Estatísticas da China indica que o PIB (produto interno bruto) do país registou um crescimento de 7,8% no primeiro semestre, sendo o nível mais baixo em mais de três anos.
Pode consultar a notícia completa aqui.
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Notícias Macau: Investimento em Macau pode ser compensado

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, afirmou que o investimento em Portugal será compensado com uma "política atrativa em termos da atribuição de títulos de residência, a ser conhecida em breve".


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Notícas China: Economia chinesa deve aumentar 8% em 2012

Segundo Yu Bin, diretor-geral do Departamento de Investigação Macroeconómica, a economia chinesa deverá crescer 8% este ano entrando, assim, numa era de "crescimento moderado."


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